Economia. Retomada pífia e risco maior à frente pressionam acerto Temer/Alckmin

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De um lado, a queda do Ibovespa do patamar de 86 mil pontos para o de 83 mil, o salto do dólar (também por razões internas) e o rebaixamento das projeções do PIB de 2018 para bem menos de 3%, com índices frustrantes da indústria e dos serviços, refletidos nos relativos ao desemprego. Num contexto de persistência da aguda crise fiscal que segue deprimindo os investimentos públicos. E no qual os contrapontos positivos são praticamente apenas a queda dos juros básicos (da Selic) e da inflação.

De outro lado, a cinco meses de outubro, a sequência, e piora, da incerteza sobre os resultados da disputa presidencial – num quadro de grande fragmentação dos partidos e forças políticas centristas que, se mantido, abrirá caminho para o fortalecimento e a viabilização de candidatos populistas, antirreformistas, de esquerda e de direita.

A preocupação, crescente, do conjunto do mercado com tal cenário está forçando o presidente Michel Temer a deixar de lado o projeto de reeleição, de todo inviável, e caminhar progressivamente para subordiná-lo à construção de aliança em torno de uma candidatura aglutinadora desses partidos e dessas forças, competitiva e comprometida com uma pauta reformista semelhante a assumida pelo seu governo. Têm esse objetivo os primeiros encontros entre ele e o presidenciável Geraldo Alckmin. Como parte de um processo de aliança que dependerá, em grande medida, de uma melhora significativa das intenções de votos no ex-governador paulista, muito baixa nas pesquisas feitas até agora.

 

POR JARBAS DE HOLANDA

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