Quase metade da indústria da construção opera em ociosidade

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São Paulo 29/09/2016 –  O nível de utilização da capacidade de operação da indústria da construção caiu para 56% em agosto e está 10 pontos percentuais inferior à média do mesmo mês dos anos anteriores, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em outras palavras, 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal estão ociosos. Em agosto, o índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual muito abaixo da linha divisória dos 50 pontos, com 27,7 pontos. Os valores da pesquisa variam de zero a cem.  Quando estão abaixo de 50 pontos, significa que são negativos.

O índice de expectativa do nível de atividade passou de 46,1 pontos em agosto para 46,9 setembro, e o de novos empreendimentos e serviços de 44,8 para 45,5. Na mesma base de comparação, os indicadores de expectativa de compras de insumos e matérias-primas e do número de empregados variaram de 44,3 e 43,5 pontos para 45,0 e 44,1 pontos, respectivamente.

Embora os indicadores continuem abaixo dos 50 pontos, o ritmo de retração da atividade e do emprego diminuiu. Para a economista da CNI Flávia Ferraz, isso é resultado da desaceleração da inflação, da expectativa de queda dos juros e da melhora das perspectivas econômicas em geral. “O cenário está um pouco mais positivo”, afirma Flávia.

A CNI avalia que a baixa utilização da capacidade operacional, a fraca atividade e a difícil situação financeira das empresas desestimulam os investimentos da indústria da construção.

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David Abreu – david.abreu@goassociados.com.br

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