Doria herda pacote bilionário de obras de Haddad e promete tocar o que foi iniciado

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São Paulo, 10/10/2016 – O prefeito eleito João Doria (PSDB) vai herdar da atual administração um pacote bilionário em obras focado em Habitação, Mobilidade Urbana, Saúde e Drenagem. Na lista de projetos em andamento, contratados ou em fase final de licitação, há alguns vendidos como marca pelo prefeito Fernando Haddad (PT), como o futuro Hospital Municipal de Brasilândia, na zona norte, seis CEUs e o corredor de ônibus da Radial Leste, segundo matéria publicada pelo jornal O Estado S. Paulo.

As informações sobre cada obra ou projeto já finalizado serão passadas à futura gestão tucana durante a fase de transição, que começou oficialmente na sexta-feira com a primeira reunião na Prefeitura entre Doria e Haddad. O prefeito eleito já se comprometeu a não paralisar o que já está na rua, consumindo recursos públicos.

Segundo a matéria, parte das obras atrasou ou nem sequer começou pela dificuldade da Prefeitura em conseguir fazer valer os convênios assinados em

2013 com o governo federal. Juntos, somam R$ 8,1 bilhões, mas somente 10% desse montante foi de fato depositado nos cofres municipais – no sábado, o Estado revelou que, na próxima semana, Doria vai se encontrar com o presidente Michel Temer (PMDB) para cobrar essa conta.

Sem recursos em caixa, o montante gasto ao longo da gestão Haddad em investimentos ficou aquém das necessidades. Até agora, foram liquidados em ações de melhoria pouco mais de R$ 14,5 bilhões dos R$ 24 bilhões previstos para cumprir o plano de metas anunciado pelo petista. Doria, porém, terá de fazer valer a marca que criou de gestor. Segundo estimativa da Prefeitura, só a execução dos novos corredores de ônibus da zona leste vai consumir mais de R$ 1 bilhão até o fim das obras, que passam por vias importantes, como a Radial Leste e as Avenida Itaquera e Líder, em 45 quilômetros de extensão.

Para o cientista político e diretor do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, dar continuidade a obras em tempos de crise será um desafio.

“Arrecadação em baixa é ameaça de muita coisa ficar no papel. A música pode ser nova, mas os desafios são velhos.”

De acordo com o Estadão, Doria diz que construirá as pistas no formato BRT, sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus, considerado mais moderno e mais caro. Cada quilômetro custa cerca de R$ 70 milhões. Batizado de “Rapidão” por sua equipe, garantirá viagens 20 minutos mais rápidas, diz Doria, e sua manutenção será entregue à iniciativa privada, dentro do pacote de concessões já anunciado.

David Abreu – david.abreu@goassociados.com.br

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